Elogio da Loucura, Erasmo de Roterdam




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Sinopse:

       Elogio da Loucura: Uma Jornada Provocativa e Encantadora pela Humanidade

 
 

Escrita em 1509 e publicada pela primeira vez em 1511, "Elogio da Loucura", de Erasmo de Rotterdam, é muito mais do que uma obra do Renascimento. É um mergulho ousado e irreverente nos paradoxos da vida humana. Personificada de forma cativante e cheia de humor, a Loucura – tão frequentemente temida ou desprezada – assume a palavra para nos mostrar sua verdadeira face: essencial, transformadora e surpreendentemente… sensata. 

Afinal, o que seria da humanidade sem o toque da Loucura? Como enfrentaríamos as desilusões, os sonhos impossíveis, os erros e imperfeições que nos tornam tão profundamente humanos? Com uma mistura de ironia e ternura, Erasmo nos convida a refletir – e talvez até a celebrar – a influência irresistível desta força que conecta amigos, inspira aventuras e dá sabor à vida.

 

Descubra, nesta palestra envolvente, por que "Elogio da Loucura" foi aclamado em sua época e ainda é tão inquietantemente atual. Deixe-se fascinar pela singularidade desta obra revolucionária e reavalie o modo como você enxerga suas próprias "loucuras". Afinal, será que viver seria mesmo suportável sem elas?

Elogio da Loucura, Erasmo de Rotterdam (1469-1536)

 

Os principais temas de "Elogio da Loucura" são profundamente filosóficos, culturais e sociais, abordando questões universais e intemporais da condição humana. Entre eles, destacam-se: 

1. A Loucura como Essência da Vida Humana

  • A Loucura é apresentada como uma força vital indispensável, que nos movimenta e impulsiona. Erasmo defende que, sem a loucura – esse ímpeto criativo, irracional e emocional – a vida seria insuportavelmente monótona e insossa. Ele transforma aquilo que costumamos desprezar, a loucura, em uma virtude humana essencial.

2. A Crítica aos Costumes da Época

  •  .Hipocrisia religiosa: Erasmo critica severamente os líderes religiosos corruptos e a superficialidade de certos rituais e práticas da Igreja, expondo como a "loucura" permeia a religião institucionalizada.
  • Vaidade e corrupção das elites: Ele ousa apontar falhas nas classes dominantes, como reis, nobres e intelectuais, que abusam de seu poder e agem de forma egoísta.
  • Vaidade acadêmica: Há também uma crítica à arrogância dos estudiosos, que muitas vezes buscam apenas títulos e reconhecimento, distantes da sabedoria verdadeira e prática. 

3. A Condição Humana e Suas Contradições

  • A obra reflete sobre a fragilidade humana, enfatizando as contradições inerentes ao ser humano – somos racionais, mas frequentemente guiados por emoções e impulsos irracionais.
  • Questiona a ideia de "perfeição", destacando que o erro, a confusão e até mesmo o aparente caos são parte essencial da vida.
 

4. O Papel da Loucura nas Relações Humanas

  • Erasmo argumenta que a loucura não apenas sustenta relacionamentos, mas também fortalece os laços entre as pessoas. Sem o autoengano, as ilusões românticas e as pequenas concessões à razão, amizades e amores não sobreviveriam.

5. Ironia e Autocrítica

  • A obra é recheada de ironia e humor. A Loucura, como narradora, elogia a si mesma de maneira encantadora e provocadora, incentivando o leitor a refletir sobre como muitas "loucuras" são socialmente aceitas ou até mesmo desejáveis.
  • Ao mesmo tempo, Erasmo inclui uma autocrítica sutil: ele questiona se o próprio pensar filosófico – tão racional – é também sujeito a loucuras.

6. A Hipocrisia e a Vaidade Humana

  • A obra aborda como os humanos frequentemente escondem suas verdadeiras intenções atrás de máscaras de moralidade, religião ou racionalidade, enquanto são movidos por desejos egoístas ou tolos.
 
7. Atualidade Filosófica
 
  • Erasmo sugere que o mundo organizado e racionalizado pelos homens sempre encontrará alguma desordem ou loucura, que é, de fato, o que confere humanidade ao humano. Esse tema continua extremamente contemporâneo, remetendo às pressões modernas por lógica e eficiência.

Jovens e adultos

Professor(a):

Zarinha Professora de Gramática da Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, História da Arte e Palestrante.
Carga horária: 3 horas

Período de acesso: 10 dias
O aluno poderá acessar o curso contratado quantas vezes quiser durante o período de 10 dias. Após o prazo o acesso ao curso será encerrado. Após a confirmação do pagamento, o aluno receberá um e-mail com as instruções necessárias para entrar no ambiente do curso e iniciar imediatamente o curso.

Referências bibliográficas:
Livro: "Elogio da Loucura", de Erasmo de Rotterdam



Avaliações dos Clientes

Palestra "Elogio da Loucura" 5

Avaliado por Alvaro Ferreira (25 de Março de 2016 às 20:21)

Palestra filosófica, atual, envolvente, divertida, e, como sempre, brilhantemente exposta!

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