Mito: belo, sábio e perene




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Mito: belo, sábio e perene

 Milton Marques Júnior

Professor da Universidade Federal da Paraíba

 

A palavra mito é daquelas que suscitam vários significados, cada um entendido de acordo com a época, a circunstância e a conveniência. São tantas as compreensões que a palavra já assumiu o significado de narrativa, fábula, trama, lenda, ficção, mentira...     

Há duas caraterísticas, no entanto, que podem definir o mito na sua origem:

1) o mito não é mentira;

2) o mito não é aleatório.

A partir daí, podemos dar início a uma discussão sobre o termo, não tanto de modo teórico, mas de um modo mais prático, em que se possa perceber a sua utilização nos tempos imemoriais, que chamamos arcaicos.

Com relação à afirmação de que o mito não é mentira, podemos dizer que a palavra, na sua origem – μύθος -, designa uma narrativa,  algo que se conta e que procura explicar uma verdade possível naquele momento.

A segunda discussão que se abre é com relação ao fato de que o mito não é aleatório. Há uma lógica estruturada por trás do que se conta ou do que se tenta explicar, tendo como base apenas a observação.

Para que possamos casar estas duas características do mito, vamos abordar o mito de Faetonte e as suas consequências, mito que se espalha por dois dos XV Livros das Metamorfoses de Ovídio, revelando-nos, pela primeira vez em poesia a eclíptica solar.

Mito: belo, sábio e perene

 Adultos, jovens e estudantes

Professor(a):

Milton Marques Professor Titular do Curso de Letras Clássicas da Universidade Federal da Paraíba, Mestre (1990) e Doutor (1995) em Letras, pela UFPB. Autor de mais de vinte livros publicados, dentre os quais destacam-se cinco volumes do Dicionário da Eneida de Virgílio; a tese de doutorado sobre Aluísio Azevedo – Da Ilha de São Luís aos refolhos de Botafogo; um livro de poemas satírico-irônicos, Epigrammaton; um estudo e tradução sobre um hino latino, Peruigilium Veneris: uma sagração erótica à primavera, e, mais recentemente, Pandêmia e pandemia: o clássico no cotidiano e Homero na sala de aula. Assina a coluna Scholia, no Correio das Artes, suplemento literário do jornal A União. Membro da Academia Paraibana de Letras, ocupando a cadeira 40.
Carga horária: 2 horas

Período de acesso: 10 dias
O aluno poderá acessar o curso contratado quantas vezes quiser durante o período de 10 dias. Após o prazo o acesso ao curso será encerrado. Após a confirmação do pagamento, o aluno receberá um e-mail com as instruções necessárias para entrar no ambiente do curso e iniciar imediatamente o curso.

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